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O Município de Mogi Mirim agora dispõe de lei sobre a grafia da cidade. Trata-se da Lei nº 4.974, de 11 de junho de 2010.
O processo não foi manso, como já se sabia. O Vereador Osvaldo Aparecido Quaglio, atendendo à solicitação do cidadão Rogério Manera, protocolou o Projeto de Lei nº 40, de 12 de fevereiro de 2010, dispondo sobre a oficialização da grafia do Município como “Mogi Mirim”.
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O Município de Mogi Mirim não possui lei que disponha sobre a grafia da cidade e justamente por isso, os tipos de grafias são diferenciados. Esse fato indigna as pessoas daqui e de outras cidades, que questionam: “Mas é Mogi com “g” ou com “j”? É junto ou separado?
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Após receber a notícia do falecimento de minha primeira mulher, Zulmira, no Hospital das Clínicas de São Paulo, acompanhei o seu sepultamento no Cemitério de Mogi Mirim, com muito pesar, no jazigo da família Miranda.
Viúvo, me casei com Odete Megiatto, minha companheira de mais de quarenta anos. A cerimônia civil foi em 23 de janeiro de 1999, em bela cerimônia ministrada pelo juiz de paz do cartório civil, colega de minha filha Rosana, o Doutor José Alves de Oliveira. Após tanto tempo, eu e Odete realizamos o nosso sonho e agora estávamos legitimamente casados. Minhas filhas e respectivos maridos foram os nossos padrinhos.
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Recordo-me com doçura das Bandas “União dos Operários”, regida pelo Maestro Leopoldo Ladeira e “Santa Cecília”, mais tarde “União Santa Cecília”, regida pelo Maestro Alberto de Souza Brito. Foram eles dois grandes conhecedores de música. Mais tarde, veio residir em Mogi Mirim o Tenente Euclides da Cunha, reformado do Exército e maestro de sua corporação.
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Estou dobrando o Cabo da Boa Esperança. Daqui para frente, viver é lucro. Saio de casa todas as manhãs para ler o jornal no banco da Praça Rui Barbosa e rever meus amigos. Mogi Mirim é minha eterna paixão. Em 1939, quando tinha apenas vinte anos, a convite de Paulo Januzzi, então Presidente da Societá Italiana de Mutuo Soccorso di Mogy-Mirim, fui aceito como sócio naquela entidade que, por intervenção do governo federal, passou a chamar-se Associação Mogimiriana de Beneficência. Lá atuei como Secretário por muitos anos, acumulando funções de programador e gerente do Cinema São José, o qual, mais tarde, foi arrendado para duas casas comerciais, uma delas muito poderosa, cujas araras e prateleiras preenchem o grande espaço por onde já atuaram Randolph Scott, Sophia Loren, Gina Lollobrigida, John Waine e outros hollyoodianos de classe, glamour e qualidade. Não sou mais o gerente do Cine, mas continuo como membro da Associação Mogimiriana de Beneficência.
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Eu estava no paraíso com toda a família, meus filhos eram unidos e minha amantíssima esposa me acompanhava em todos os eventos. Mas veio o baque: anunciaram que eu não mais seria o gerente do Cine São José. A Associação Mogimiriana de Beneficência resolveu, nesta moderna linguagem corporativa – otimizar as atividades e agregar parcerias – e firmou contrato com duas casas comerciais e outra empresa de cinema, a qual não me chamou para gerenciar. Assim, o prédio da Praça Rui Barbosa seria totalmente arrendado e o acervo da biblioteca “Pedro Paulo Januzzi”, que funcionava no andar superior do cinema, seria transferido para um prédio do Estado, na rua Caiapó, reformado pela Champion Papel e Celulose (hoje International Paper), que abrigaria também a biblioteca pública “Guilherme de Almeida”. Eu fiquei de fora.
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Um fato inesperado ocorreu: um belo dia, estava no Cine São José, quando me apareceu um homem, de uns trinta e poucos anos, dizendo ser meu filho.
“Como assim?!” – fiquei desconcertado. Dona Gercina, funcionária do cinema, presenciou a conversa e abriu a porta para que ele viesse me ver, ao final da sessão de cinema.
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Eu e minha família estávamos residindo em Mogi Mirim desde 1976. Tudo estava tranquilo e, devagar, meus filhos do primeiro casamento – Antônio Carlos, Paulo César e Regina Lúcia – foram se aproximando. Paulo foi o primeiro que eu trouxe para casa, num domingo, após o jogo do Mogi Mirim Esporte Clube. Rosana se identificou com ele e se tornaram bons amigos. Regina é amiga de Odete, frequentemente se hospeda lá em casa e sinto imenso prazer em recebê-la. Toninho, meu primogênito, não tardará a voltar para vir me ver. Apresento os meus cinco amados filhos.
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Eu me sentia muito feliz com minha nova família, residindo em Conchal. As chateações de início foram se esvaindo, aquele bom (e moralista) povo foi se acostumando à ideia de um casal morar junto sem ter recebido as bênçãos religiosas, embora mantivéssemos uma estreita relação com o Padre Alberto Velloni, pároco local, o que tornava tudo ainda mais estranho e confuso, aos olhos dos outros. Amávamo-nos muito, eu e Odete, apenas isso.
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Eu estava feliz com minha companheira, Odete Megiatto, a bela moçoila conchalense cujo coração arrebatei, e vivíamos felizes em Campinas, no Bairro Guanabara. Eu viajava a trabalho feito um louco pelo circuito Mogi Mirim, Itapira, Artur Nogueira e Conchal.
Um belo dia, ela me informou que estava grávida e não sabia quais providências tomar. Eu disse: “Fácil, minha querida, vamos morar juntos em Conchal ou Mogi Mirim, não percamos esta oportunidade de ouro.”
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